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Contas da prefeitura de Calumbi em 2025

Quanto a prefeitura arrecadou, quanto se comprometeu a gastar e como fechou o ano: os números que ela mesma declarou ao Tesouro Nacional, explicados sem jargão.

Tesouro Nacional · DCA 2025

Em 2025, a prefeitura de Calumbi (PE) arrecadou R$ 63,3 milhões. Depois de descontar R$ 5,86 milhões (a parte que vai para o FUNDEB e devoluções), ficou com uma receita líquida de R$ 57,44 milhões. Ela se comprometeu a gastar R$ 59,16 milhões (despesa empenhada). A despesa superou a receita em R$ 1,72 milhão (3% da receita): é o que se chama de déficit orçamentário. Isso dá R$ 11.050 de gasto por habitante, considerando 5.354 moradores (estimativa do IBGE para 2025).

A despesa empenhada cresceu mais rápido que a receita líquida: 21,9% contra 20,3% em relação a 2024. Esse resultado não quer dizer, por si só, que sobrou ou faltou dinheiro no caixa: a prefeitura pode usar recursos guardados de anos anteriores.

Ano fechado de 2025, como declarado ao Tesouro

R$ 57,44 milhões
Receita líquida
o que a prefeitura arrecadou e recebeu no ano, depois de descontada a parte do FUNDEB
+20,3% em relação a 2024
R$ 59,16 milhões
Despesa empenhada
o dinheiro reservado para pagar, mesmo que a entrega ou o pagamento venham depois
+21,9% em relação a 2024
R$ 1,72 milhão
Déficit orçamentário
3% da receita líquida
R$ 11.050
Despesa por habitante
despesa ÷ 5.354 habitantes (estimativa do IBGE, 2025)

O que chama a atenção nos números?

Destaques escolhidos por regras fixas a partir das contas de 2025: no máximo três, com os mesmos critérios para todas as cidades.

Resultado orçamentário deficitário

Em 2025, a despesa empenhada superou a receita líquida em 3% da receita. O déficit orçamentário pode ser coberto por saldos de anos anteriores (superávit financeiro) e, por si só, não indica irregularidade.

Despesa por habitante acima da mediana do mesmo porte

Calumbi empenhou R$ 11.050 por habitante em 2025, 44% acima da mediana das cidades com 5.000 a 10.000 habitantes.

Parte da despesa ficou para o ano seguinte

Até o fim de 2025, 88,8% da despesa empenhada no ano tinha sido paga. O restante (R$ 6,65 milhões) passa para o ano seguinte como restos a pagar.

Esses destaques descrevem diferenças e tendências. Sozinhos, não indicam boa ou má gestão nem irregularidade. As variações são nominais, sem descontar a inflação.

O que cada palavra quer dizer

Receita
todo o dinheiro que entra nos cofres da prefeitura: impostos e taxas da cidade, repasses do governo federal e do estado, rendimentos.
Receita líquida
a receita depois de tirar o que a prefeitura repassa ao FUNDEB (fundo da educação básica) e as devoluções. Não quer dizer que todo esse valor esteja livre: parte tem destino definido, como educação e saúde. Atenção: não é a Receita Corrente Líquida (RCL) da Lei de Responsabilidade Fiscal, usada para os limites de gasto com pessoal e de dívida.
Despesa empenhada
o valor que a prefeitura reservou e se comprometeu a pagar. O empenho vem antes da entrega do serviço e do pagamento.
Superávit e déficit
a receita líquida menos a despesa empenhada no ano. Se sobra, é superávit; se falta, é déficit. Não é, sozinho, sinal de boa ou má gestão.
Por habitante
o valor total dividido pelo número de moradores, para comparar cidades de tamanhos diferentes.

Do compromisso ao pagamento em 2025: o caminho do dinheiro

Quando a prefeitura gasta, o dinheiro passa por três etapas. Os valores abaixo não incluem as despesas entre órgãos da própria prefeitura.

R$ 59,16 milhõesEmpenhada
o dinheiro foi reservado
R$ 54,18 milhõesLiquidada
o serviço ou a compra foi entregue
R$ 52,52 milhõesPaga
o dinheiro saiu do caixa
EtapaValorDo empenhado
EmpenhadaR$ 59.163.966100%
LiquidadaR$ 54.179.51692%
PagaR$ 52.515.90389%

Os valores são do próprio ano: não incluem o pagamento de dívidas de anos anteriores, então não mostram, sozinhos, se a prefeitura deve ou não.

De onde veio o dinheiro da prefeitura de Calumbi em 2025?

De cada R$ 100 que a prefeitura arrecada, R$ 93,80 vêm de repasses do governo federal e do estado, R$ 2,90 de impostos e taxas da própria cidade e R$ 3,30 de outras fontes.

Repasses do governo federal e do estado · 93,8% Impostos e taxas da própria cidade · 2,9% Outras fontes · 3,3%

Os três percentuais foram arredondados para uma casa decimal; quando a soma não dá 100%, a diferença vai para a parte com maior resto.

O detalhe, em três grupos

FonteValorDa receita bruta
Repasses do governo federal e do estadoFPM, ICMS, IPVA, FUNDEB, SUS e outros valores enviados pelo governo federal e pelo estado.R$ 59,38 milhões93,8%
FPMFundo de Participação dos Municípios: repasse da União, dividido entre as cidades.R$ 21,38 milhões33,8%
FUNDEBfundo da educação básica: o dinheiro volta para a educação, mas parte da receita foi descontada para formá-lo.R$ 12,68 milhões20%
ICMSparte do imposto estadual sobre mercadorias e serviços que cabe à cidade.R$ 9,79 milhões15,5%
SUSrepasses da saúde, vindos da União e do estado.R$ 7,24 milhões11,4%
IPVAparte do imposto estadual sobre veículos que cabe à cidade.R$ 430,6 mil0,7%
Demais repassesR$ 7,86 milhões12,4%
Impostos e taxas da própria cidadeo que o próprio município arrecada: IPTU, ISS, ITBI, taxas e o imposto de renda retido dos salários e serviços que a prefeitura paga.R$ 1,85 milhão2,9%
IRRFimposto de renda retido na fonte sobre o que a prefeitura paga a servidores e fornecedores.R$ 1,08 milhão1,7%
ISSimposto sobre serviços prestados na cidade.R$ 745 mil1,2%
IPTUimposto sobre imóveis urbanos.R$ 15,7 mil0%
ITBIimposto sobre a compra e venda de imóveis.R$ 1.9510%
Demais impostos e taxasR$ 10 mil0%
Outras fontesrendimentos de aplicações, aluguéis, serviços cobrados e contribuições.R$ 2,06 milhões3,3%

Os três grupos somam a receita bruta. As linhas recuadas são partes do grupo acima delas; o que não aparece em nenhuma linha fica em “Demais”.

A receita bruta inclui o que a prefeitura recebe do FUNDEB. O que ela entrega para formar o fundo é outra coisa: é descontado à parte, no cálculo da receita líquida.

Para onde foi o dinheiro da prefeitura de Calumbi em 2025?

As áreas que mais receberam em 2025, em valores empenhados: compromissos assumidos no ano, não necessariamente já pagos.

ÁreaValorDo total
EducaçãoR$ 17,14 milhões29%
SaúdeR$ 11,17 milhões18,9%
Previdência SocialR$ 6,96 milhões11,8%
AdministraçãoR$ 6,87 milhões11,6%
UrbanismoR$ 6,87 milhões11,6%
Assistência SocialR$ 3,41 milhões5,8%
LegislativaR$ 2,07 milhões3,5%
CulturaR$ 2,03 milhões3,4%

Ver todas as áreas em "A cidade em números"

A parte de cada área no total não serve para conferir os mínimos que a Constituição exige para educação e saúde: esses usam outra base de cálculo.

Como Calumbi se compara em 2025

O gasto e a receita por habitante, ao lado do valor do meio (mediana) de outros grupos de cidades.

Gasto por habitante

  • CalumbiR$ 11.050
  • Cidades de porte parecido (5.000 a 10.000 habitantes)R$ 7.663
  • Mediana de PER$ 5.522
  • Mediana do BrasilR$ 7.212

Em relação à mediana: +44% (porte parecido) · +100% (PE) · +53% (Brasil)

Receita líquida por habitante

  • CalumbiR$ 10.729
  • Cidades de porte parecido (5.000 a 10.000 habitantes)R$ 7.996
  • Mediana de PER$ 5.729
  • Mediana do BrasilR$ 7.534

Em relação à mediana: +34% (porte parecido) · +87% (PE) · +42% (Brasil)

Gastar mais ou menos não quer dizer gestão melhor ou pior: depende do tamanho da cidade, dos serviços que ela oferece e dos repasses que recebe.

Mediana é o valor do meio: metade das cidades do grupo fica abaixo dela e metade acima (a própria cidade entra no grupo). Todas as cidades usam o mesmo ano e o mesmo recorte de receita e despesa.

Como chegamos nos números de 2025

A conta, passo a passo, com os valores que a prefeitura declarou.

Receita arrecadada (bruta)R$ 63.298.540
menos: dedução para o FUNDEB− R$ 5.857.015
menos: outras deduções (devoluções)− R$ 0
igual a: receita líquidaR$ 57.441.525
Despesa empenhada (sem as despesas entre órgãos da própria prefeitura)− R$ 59.163.966
Resultado: receita líquida menos despesa empenhada− R$ 1.722.441

Para não contar duas vezes, ficam de fora R$ 6,65 milhões de despesas intra-orçamentárias: operações entre órgãos e entidades do próprio orçamento municipal.

Os valores são os do município como um todo, como declarado ao Tesouro (inclui a Câmara Municipal).

Outros sites podem mostrar a receita bruta, a despesa paga ou incluir as operações intra-orçamentárias, e por isso os números às vezes diferem. Aqui usamos os dados que a prefeitura declarou ao Tesouro Nacional, com a receita depois das deduções e a despesa empenhada sem as operações intra-orçamentárias.

Quanto a prefeitura de Calumbi já arrecadou e gastou em 2026?

Números do relatório que a prefeitura envia ao Tesouro Nacional a cada dois meses, acumulados até agosto de 2026 (4º bimestre). São provisórios: o balanço do ano só fecha na declaração anual.

Até agosto de 2026, a prefeitura de Calumbi arrecadou R$ 49,36 milhões (76,2% do que previa para o ano) e se comprometeu a gastar R$ 53,09 milhões (73,1% do orçamento autorizado). Até aqui, a despesa superou a receita em R$ 3,74 milhões. Em relação ao mesmo período de 2025, a receita variou +45,9% e a despesa empenhada, +20,8%.

RREO · até agosto de 2026
ItemValor% do previsto ou do orçamento
Receita prevista para o anoquanto a prefeitura espera arrecadar em 2026R$ 64,78 milhões
Receita arrecadada até agostojá líquida do FUNDEB e sem as receitas entre órgãos da própria prefeituraR$ 49,36 milhões76,2%
Orçamento autorizado para o anoa dotação atualizada: o teto de gasto do ano, com os ajustes feitosR$ 72,67 milhões
Despesa empenhada até agostoo dinheiro reservado para pagarR$ 53,09 milhões73,1%
Despesa liquidadao serviço ou a compra foi entregueR$ 40,83 milhões56,2%
Despesa pagao dinheiro saiu do caixaR$ 39,35 milhões54,1%
Folha de pagamento e encargos (empenhado)salários dos servidores e encargos sociaisR$ 25,2 milhões34,7%
Obras e equipamentos (empenhado)os investimentos da prefeituraR$ 3,38 milhões4,7%

Já passaram 67% do ano. Receita e despesa não chegam de forma uniforme (o IPTU, por exemplo, costuma entrar no começo do ano): por isso vale olhar também o mesmo período do ano passado.

RREO — Relatório Resumido da Execução Orçamentária, Anexo 01 (Balanço Orçamentário), enviado pela própria prefeitura ao Siconfi (Tesouro Nacional).

Perguntas frequentes sobre as contas de Calumbi

Quanto a prefeitura de Calumbi arrecadou em 2025?

Arrecadou R$ 63,3 milhões (receita bruta). Descontadas as deduções do FUNDEB e outras (R$ 5,86 milhões), a receita líquida foi de R$ 57,44 milhões.

Quanto a prefeitura de Calumbi gastou em 2025?

Comprometeu-se a gastar R$ 59,16 milhões (despesa empenhada, sem as despesas entre órgãos da própria prefeitura). Desse valor, R$ 54,18 milhões já tinham sido entregues em serviços e compras (liquidado) e R$ 52,52 milhões tinham sido pagos.

A prefeitura de Calumbi teve superávit ou déficit em 2025?

A despesa superou a receita em R$ 1,72 milhão (3% da receita): é o que se chama de déficit orçamentário. Esse resultado não quer dizer, por si só, que sobrou ou faltou dinheiro no caixa: a prefeitura pode usar recursos guardados de anos anteriores.

De onde vem o dinheiro da prefeitura de Calumbi?

93,8% da receita vêm de repasses do governo federal e do estado (como FPM, ICMS, FUNDEB e SUS), 2,9% de impostos e taxas da própria cidade (como IPTU e ISS) e 3,3% de outras fontes.

Qual é o gasto por habitante de Calumbi?

Em 2025, a prefeitura gastou R$ 11.050 por habitante (5.354 habitantes, estimativa do IBGE). Nas cidades de porte parecido (5.000 a 10.000 habitantes), o valor do meio (mediana) foi de R$ 7.663.

Quanto a prefeitura de Calumbi arrecadou e gastou em 2026 até agora?

Até agosto de 2026, a prefeitura de Calumbi arrecadou R$ 49,36 milhões (76,2% do que previa para o ano) e se comprometeu a gastar R$ 53,09 milhões (73,1% do orçamento autorizado). Até aqui, a despesa superou a receita em R$ 3,74 milhões. Em relação ao mesmo período de 2025, a receita variou +45,9% e a despesa empenhada, +20,8%.

Por que os números diferem de outros sites?

Os critérios mudam: receita bruta ou líquida (depois das deduções); despesa empenhada, liquidada ou paga, com ou sem as operações intra-orçamentárias; população do Censo ou estimativa do IBGE. Aqui usamos os dados da DCA declarados ao Tesouro Nacional: receita líquida, despesa empenhada sem operações intra-orçamentárias e a estimativa do IBGE do ano.

Baixar os números

Receita, deduções, origem do dinheiro e despesa por área, em planilha (CSV). Uso livre, citando a fonte.

Baixar CSV de Calumbi

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